Estudos de caso

Propriedades selecionadas ao nosso cuidado

Anonimizadas com o consentimento dos proprietários. Os números são privados. As histórias não. Um breve percurso por quatro casas que representam, de formas diferentes, o tipo de trabalho que aceitamos.


I.

Lisboa · Chiado

Apartamento pombalino, a um minuto do Largo do Carmo

Dois quartos, noventa e cinco metros quadrados, quarto andar com elevador em funcionamento num prédio pombalino restaurado. Comprado em 2021, seguido por um ano de trabalho paciente com o serviço de conservação. Arrendamento de longa duração a famílias executivas em postings de dois e três anos em Lisboa. Zero períodos vazios desde o primeiro contrato.

Esta é a versão aborrecida e que composta do imobiliário português, ou seja, a versão que realmente funciona. Mantivemos as molduras antigas, a madeira larga do chão e a vista em direção ao Carmo. O resto reconstruímos à volta de uma família que lê na cama e cozinha em casa.

II.

Lisboa · Príncipe Real

Apartamento no terceiro andar, no lado tranquilo do bairro

Três assoalhadas reconfiguradas em duas, com uma cozinha como deve ser onde antes havia um corredor. Adquirido em 2022 a uma família que o tinha há quarenta anos. Mantivemos os azulejos do hall e a carpintaria original do quarto, e refizemos as casas de banho à volta daquilo que sempre deveriam ter sido.

Atualmente alojamento local no âmbito do enquadramento em vigor, mas gerido como uma pequena casa e não como um anúncio. Hóspedes recorrentes reservam a mesma semana todos os anos. Sabemos os nomes deles, que é o ponto.

III.

Algarve · Lagos

Moradia em encosta sobre a Meia Praia

Três quartos, cento e sessenta metros quadrados sob telhado num lote de novecentos metros quadrados, com piscina privada e vista desobstruída para o oceano. Encontrada para uma família escandinava em 2022. Quatro meses de obra, a maior parte no exterior. Uma cozinha aberta a sério onde antes havia o corredor de serviço, um terraço de jantar coberto que hoje recebe mais convidados do que a sala.

Funciona como arrendamento sazonal premium de maio a outubro, e fica calada o resto do ano para a família que a comprou para a semana da Páscoa, a quinzena de verão e o ocasional Natal.

IV.

Porto · Cedofeita

Prédio de granito em configuração split-stay

Quatro pisos, duzentos e dez metros quadrados, comprado em 2023 em estado habitável mas cansado. Uma remodelação estrutural e de sistemas completa, ao abrigo do enquadramento de reabilitação urbana. Configurado como propriedade split-stay: rés-do-chão e primeiro andar para os proprietários durante quatro meses por ano, os dois pisos superiores como arrendamento separado, com entrada própria para a rua.

O tipo de casa que há uma década teria sido dividida em cinco apartamentos. Mantivemo-la como um só edifício, da forma que o pedreiro de granito tinha pensado.

V.

Alentejo · Comporta

Monte caiado, a quinze minutos da praia

Três quartos, cento e trinta metros quadrados num lote de dois hectares, com um pinhal antigo e uma piscina simples em forma de rim. Comprado em 2023 a uma família que cultivava azeitonas ali há duas gerações. Meses de trabalho paciente com uma pequena equipa local: o telhado refeito em telha portuguesa do concelho, o reboco original de cal mantido, a cozinha alargada para a antiga arrumação.

Não é arrendamento. Os donos usam-no seis meses por ano, entram e saem, e queriam uma casa que ainda estivesse bem daqui a trinta anos sem ninguém ter de mexer nela.


Como estas casas se comportam

Calmas, com cash-flow positivo, mantidas durante anos.

As casas que colocamos raramente voltam a ser vendidas nos cinco anos seguintes. Geram um retorno pequeno e constante por direito próprio, e atravessam os ciclos da forma como os antigos edifícios portugueses atravessaram todos os ciclos desde que o Marquês de Pombal desenhou a grelha. Não estamos no negócio do flip. Estamos no negócio de retenção de uma década.

Se algum destes casos se parece com o que tem em mente — ou sugere o que não quer — escreva-nos.